Para que serve este blog? / What is this blog for?

Para falar acerca de livros, da sua história, do seu futuro, de tudo o que se pode ainda fazer com eles, mesmo quando não os lemos.
To talk about books, their history, their future, all that we can make with them even when we don't read them.

domingo, 6 de abril de 2008

Wikipedia versus Deletopedia

Num artigo da The New York Review of Books, The Charms of Wikipedia, uma recensão à obra Wikipedia: the Missing Manual da autoria de John Broughton, Nicholson Baker revela a vida difícil de um editor da enciclopédia on line e desenterra alguns dos seus tesouros escondidos e apagados.
"Recentemente, alguém propôs uma Wikimorgue - um caixote do lixo de sonhos desfeitos onde se poderiam ainda ler todos os artigos rejeitados, desde que não fossem difamatórios ou ilegais. Tal como muitas outras pilhas de lixo, acabaria por nos dizer muito ao longo do tempo. Chamar-lhe-íamos Deletopedia."

Nicholson Baker on the difficult life of a Wikipedia editor and the on line encyclopedia's hidden and deleted treasures. The quotes are from the article The Charms of Wikipedia in The New York Review of Books on John Broughton's Wikipedia: the Missing Manual.
"Someone recently proposed a Wikimorgue—a bin of broken dreams where all rejects could still be read, as long as they weren't libelous or otherwise illegal. Like other middens, it would have much to tell us over time. We could call it the Deletopedia."

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ferramentas / Tools

Ferramentas para a encadernação de livros expostas na Oficina de Encadernação do The Center for Book Arts.
Assorted finishing tools and hand tools for bookbinding on display in the bindery of The Center for Book Arts.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Pulp fiction

Fathom, 2006

Chemistry, 2006
Fury, 2006
Topple, 2006


Thomas Allen, Michigan, USA

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"very few people come in helvetica"

"Porque é que os editores não usam helvética?" é a pergunta que coloca Nigel Beale num artigo do theblogbooks do Guardian Unlimited a propósito do documentário Helvética de Gary Hustwit. O filme conta com os depoimentos de vários designers gráficos e as opiniões variam entre os dois extremos do espectro: prò- e contra a fonte criada há 50 anos pela Haas Foundry em Munchenstein, na Suíça.

"Why don't publishers use Helvetica?" the question is made by Nigel Beale in an article on theblogbooks at Guardian Unlimited related to the Gary Hustwit's documentary Helvetica. The film is built around a series of interviews to some of the world's most famous graphic designers and the opinions vary drasticaly: from those in favour and those against the type face created 50 years ago by the Haas Foundry in Munchenstein, Switzerland.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Anatomia da fonte / Typeface anatomy

Björn Johansson, Estocolmo, Suécia.

Livrarias / Bookshops

Um clássico: / A classic: Shakespeare&Co., Paris.

Via Origem das Espécies.
Vou roubar mais e fico à espera da Blackwell em Oxford.
I'll be stealing more and waiting for Blackwell in Oxford.

Domesday





No Natal de 1085, Guilherme I de Inglaterra ordenou a realização de um censo aos 34 counties que então constituíam o país. Este contemplava a classificação e avaliação de oficinas, terras de cultivo, cabeças de gado, salinas, aquiculturas, vinhas, castelos, agricultura e comércio.

Com uma população de cerca de um milhão e meio de habitantes, o Rei precisava de saber quem eram os seus súbditos, quais os títulos que atribuíam às suas terras e o que valiam para efeitos de cobrança de impostos. No entanto, o inquérito também regista costumes e querelas locais, desenhando um retrato do que seria a vida em quase todas as vilas e cidades há cerca de dez séculos atrás. Foi igualmente consultado para fins jurídicos e citado pela última vez em 1982, uns meros 896 anos depois de ter sido compilado!

O processo de compilação foi de tal maneira invasivo e o seu âmbito de tal forma detalhado que os nativos lhe chamaram Domesday Book, fazendo referência ao Dia do Juízo Final, contra o qual não podia haver apelo. Um século mais tarde, este nome substituíra-se já aos seus nomes originais: o Arquivo de Winchester (Winchester Roll) ou o Arquivo do Rei (King’s Roll).
(Alecto Publications, Domesday Book)

Um professor da Universidade de Hull produziu [agora] a primeira versão integral e de acesso livre on line do Domesday Book.

O Professor John Palmer, cujas investigações sobre o Arquivo se desenvolvem há mais de 25 anos, transformou as suas páginas manuscritas em pergaminho numa base de dados com índices pesquisáveis, comentários detalhados e a possibilidade de organizar todos os seus dados sob a forma de gráficos. (...)

O documento original apresenta a informação listada sob cabeçalhos, mas Palmer codificou-a e calssificou termos de forma a poderem ser automaticamente localizados e submetidos a análise. O software que concebeu permite isolar certas variáveis e levar a cabo várias pesquisas ao mesmo tempo. Os resultados podem ser visualizados sob a forma de mapas, tabelas ou texto traduzido [o texto original está escrito em Latim], ou numa combinação de vários formatos.
(Guardian Unlimited, The holy grail of data: it’s Domesday on line)

At Christmas in 1085 William the Conqueror commanded his civil servants to survey the 34 Counties that then constituted England. This included classifying and valuing mills, plough lands, ox teams, saltpans, fish ponds, vineyards, castles, agriculture and trade.

With a population of around one and a half million people, the king needed to know who his tenants were, what title they had to their land and what it was worth for taxation purposes. But the survey also covers local customs and disputes thereby providing a picture of life in nearly every village and town almost ten centuries ago. It has also been consulted for legal precedent and was last cited in 1982, a mere 896 years after it was first written! (…)

So detailed was its coverage and so invasive was the process of the survey that the native English nicknamed it Domesday Book, after the Day of Judgement against which there could be no appeal. Within a century this name had officially superseded its original names, the Winchester Roll or the King’s Roll.
(Alecto Publications, Domesday Book)

An academic at Hull University has produced the world's first complete, freely available online version [of the Domesday Book].

Professor John Palmer, whose work on the [Roll] stretches back 25 years, has transformed its handwritten parchment pages into a database with searchable indexes, a detailed commentary and the ability to organise all its statistics in a tabulated format. (…)

Whereas the original has information listed under headings, Palmer has coded and tagged terms so they can be automatically retrieved and analysed. His software makes it possible to isolate certain variables and conduct several searches at once. The results can be displayed as a map, table or translated text [the original text in written in Latin], or as a combination of formats.
(Guardian Unlimited, The holy grail of data: it’s Domesday on line)

Ver também / See also: The National Archives