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Para falar acerca de livros, da sua história, do seu futuro, de tudo o que se pode ainda fazer com eles, mesmo quando não os lemos.
To talk about books, their history, their future, all that we can make with them even when we don't read them.

terça-feira, 3 de março de 2009

Kelmscott Press


"Kelmscott Press, aquela que é a mais famosa das tipografias privadas, foi criada por William Morris em Hammersmith [Reino Unido] em Janeiro de 1891. Desde essa altura até 1898, a tipografia produziu 53 títulos, num total de 18 000 exemplares. A Kelmscott foi o culminar da experiência Morris como artesão capaz de dominar uma grande diversidade de técnicas. Estava disposto a provar que os elevados padrões de qualidade do passado poderiam ser reproduzidos e até ultrapassados no presente. Os livros produzidos por Morris apresentavam um aspecto medieval e eram decalcados dos incunábulos do século XV. A fonte criada por si, por exemplo, foi inspirada por uma outra criada pelo impressor Nicolaus Jenson de Veneza. Famoso pela harmonia que procurava estabelecer entre tipografia e ilustração, a grande prioridade de Morris era a de encarar cada livro como um todo: tal implicava dedicar um cuidado extremo a todos os aspectos da produção, incluindo a escolha do tipo de papel, do tipo de letra utilizado, do espaçamento entre as letras e da disposição dos textos na página. Os livros da Kelmscott recuperaram os parâmetros ideiais de produção de livros e inspiraram padrões de produção mais elevados numa época em que a impressão se encontrava na sua fase menos interessante."


"Perhaps the most famous of the private presses, William Morris established the Kelmscott Press at Hammersmith in January 1891. Between then and 1898, the press produced 53 books (totalling some 18,000 copies). Kelmscott was the culmination of Morris's life as a craftsman in many diverse fields. He set out to prove that the high standards of the past could be repeated - even surpassed - in the present. The books Morris produced were therefore medieval in design, modelled on the incunabula of the fifteenth century. Morris's roman 'golden' type, for example, was inspired by that of the early printer Nicolaus Jenson of Venice. Noteworthy for their harmony of type and illustration, Morris' main priority was to have each book seen a a whole: this included taking painstaking care with all aspects of production, incuding the paper, the form of type, the spacing of the letters, and the position of the printed matter on the page. Kelmscott books re-awakened the ideals of book design and inspired better standards of production at a time when the printed page was generally at its poorest."

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